“Os modelos dos modelos”
Para Refletir: Ítalo Calvino
As
ideias propostas pelo texto tratam da busca da evolução da Educação Especial e
das barreiras que a impedem de atender aos princípios da inclusão escolar.
Não
é surpresa pra ninguém que as pessoas diferem uma das outras, não havendo dois
seres iguais no mundo. O ser humano sempre teve consciência das suas
características individuais, das suas necessidades diferenciadas.
Embora
já tenhamos apontado para o fato de que todos somos diferentes uns dos outros,
a presença de tais diferenças tende (em virtude dos preconceitos existente) a nos levar a atribuir ao aluno diferente a
posição de inferior, de mais incapaz.
Mas,
Por que olhar por partes, sem antes compreender o todo? Por que enxergar a
deficiência, antes mesmo de saber mais sobre aqueles que não andam, não
enxergam ou não ouvem? Por que apontar o que o outro não pode fazer, antes de
perguntar o que ele tem a oferecer?
Temos,
todos necessidades especiais que precisam ser supridas de alguma maneira. Somos
carentes, todos somos. Carecemos de atenção, de ternura, de afeto. Carecemos de
outros seres humanos que enxerguem em nós possibilidades. Cada um a seu modo.
Não
carecem de pena aqueles que são limitados por algum motivo. Não carecem de
sentimentos mesquinhos. Carecem de dignidade, de aceitação, de respeito, de
espaço para que se sintam úteis. De espaço para que possam estudar, trabalhar e
viver a intensidade da vida.
Todos
podem se desenvolver, todos podem aprender, desde que ensinados e mediados
nesse processo. Entretanto, para que
isso ocorra, temos que garantir igualdade de condições. No caso do AEE, é
imprescindível que conheçamos as necessidades e as características de cada
aluno para, a partir delas, fundamentar nossos planos de ação e nossa ação
propriamente dita.
E
para que possamos melhor exercer nosso papel de educadores junto a esse aluno
diferente, é fundamental conhecer, saber identificar e lidar com vários tipos de
deficiências visando a tirar o máximo de suas eficiências.
Nesta
perspectiva precisamos rever nossas práticas escolares (diretor, supervisor, coordenador,
servidor, professor e a todos que estão envolvidos com o sistema escolar).
Sabemos das dificuldades, mas acreditamos na criatividade, na responsabilidade,
na serenidade e capacidade daqueles que querem fazer da escola um lugar de
aprendizagem em que nossos alunos sejam autores de sua própria história, não
simples espectadores e o professor um excelente estudante que sonha com dias
melhores.
“ Mais do que criar
condições para os deficientes, a inclusão é um desafio que implica mudar a
escola como um todo, no projeto pedagógico, na postura diante dos alunos, na
filosofia...”(Arthur
Guimarães).
Josenira Freitas
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